Terça, 07 de Dezembro de 2021
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Brasil ENTREVISTA

“Tem coerência”, afirma Mandetta sobre formação de chapa com Sergio Moro

Em entrevista exclusiva para os afiliados da Ummix Super Rede, o ex-ministro e médico Henrique Mandetta fala sobre passado, presente e futuro. Confira!

25/10/2021 15h59
Por: Marcela Guimarães
“Tem coerência”, afirma Mandetta sobre formação de chapa com Sergio Moro

O médico e ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) concedeu uma entrevista aos 21 veículos afiliados à Ummix Super Rede. Em uma conversa descontraída, ele comentou sobre a sua gestão no Ministério da Saúde durante o início da pandemia da Covid-19 no país, também sobre sua pré-candidatura à Presidência da República e ainda sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo governador Ronaldo Caiado à frente do estado de Goiás.

“Eu tenho andado o Brasil, conversando. Eu tenho aproveitado esta ferramenta fantástica, que é a internet, para fazer encontros como este com veículos de comunicação, lares, casas, brasileiros, encontrando um povo agoniado, assustado com tanta polarização, com tanto ódio na política. E procurando levar uma mensagem de calma. Nós sabemos para onde a gente vai. Nós temos esperança como a nossa marca registrada para futuro”, ressalta Mandetta.

Em relação à formação de uma terceira via sólida, ele acredita que há coerência em uma possível união entre o seu nome e o do também ex-ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro. “São duas pessoas que não cederam a pressões externas, no caso do Moro, o combate à corrupção. Do meu lado, deixei claro que não deixaria o cargo, porque médico não se abandona paciente. Ele que fizesse bom uso e o fez (ao demiti-lo do cargo)”, comentou Luiz Henrique Mandetta ao traçar o paralelo. 

O ex-ministro ainda ressalta que o fato de se ter 14 nomes na disputa, fragmenta a terceira via. “Se o Moro for o nome que une, ótimo. Ele tem qualidades inúmeras, agora vai depender muito de como isso vai se dar em um grande diálogo”, afirma. O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro ainda não se filiou ao partido e, de acordo com informações de bastidores da imprensa, está em diálogo com o Podemos. 

Goiás

Ao falar sobre a importância do estado de Goiás para o Brasil, ele destacou a habilidade de Caiado na gestão do governo: “Caiado é uma voz extremamente importante. Eu o conheço há muito tempo e ele nunca foi omisso. Ele nunca ficou em situação de não colocar suas posições. A eleição é uma eleição de dois turnos que vai definir muitas coisas na história do Brasil e eu acho que ele, sendo o representante de um estado do porte de Goiás, vai saber posicionar politicamente o estado de Goiás. Acho que ele vai fazer suas análises do que é melhor para o Brasil, em primeiro lugar, ele é um brasileiro completo, e vai saber levar os interesses do estado de Goiás para a mesa para poder fazer a melhor decisão. Acho que o mandato dele, o governo que ele vem fazendo fala por ele”.

Novo partido

Durante o bate-papo, o ex-ministro comentou sobre a recente criação do partido União Brasil, que é uma fusão entre o DEM, partido de Mandetta, e o PSL, antigo partido do presidente Jair Bolsonaro. Para o ex-ministro, esse foi o maior fato político de 2021, pois alia quadros históricos que pensam, formulam, administram e tem uma história pública muito longa: “A coerência está preservada e outras fusões, outras incorporações vão acontecer. É só deixar seguir o ritmo natural do tempo político”.

Mandetta destaca ainda que, com essa fusão, é natural que “saiam aqueles que são muito a cara do bolsonarismo para acompanhar essa ótica política do Bolsonaro”. “E é natural que esses mais independentes que querem pensar mais projetos de país se aglutinem. Todos os partidos têm o mesmo dilema: ‘Como fazer chegar a mensagem de uma linha de pensamento – a nossa é uma linha de centro liberal – para que ela possa chegar até as pessoas, as pessoas possam entender essa mensagem e a gente possa colaborar com o país?’. Eu vi como um movimento importantíssimo, talvez o movimento que mais tenha mexido em todo o cenário político brasileiro deste ano de 2021 e que vai ter reflexos profundos em 2022”, completa.

Para as próximas eleições, o ex-ministro afirma que todos os partidos do Brasil vão se deparar com uma nova regra eleitoral, que gira em torno de como funcionam as coligações, quando o eleitor votava no candidato de um partido e elegia um de outro partido.

“A partir desta eleição essas coligações serão puras, você vai votar no candidato do partido ‘A’ e ele vai colaborar com os candidatos do partido ‘A’. Isso vai fazer um enxugamento deste número absurdo de partidos que surgiu no Brasil, fruto daquela ótica política que tinha de que era bom negócio o cara ter um partido porque já ganhava um fundo eleitoral, ganhava 20 segundos de televisão”, comenta.

O ex-ministro explica que a partir de agora, haverá cláusula de barreira que impede o candidato de receber todo e qualquer financiamento público, caso não atinja 2% em nove estados. “Isso vai fazer com que o quadro político brasileiro diminua. A gente deve ter nesta década agora não mais do que oito partidos políticos no Brasil”, afirma.

 

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